Carrego no peito tudo aquilo que vi e ouvi. As cores do mundo, cores que lembram quadros não pintados de Monet. Os sons do mundo, que deixam suas ondas planando nos ares. Vivo em fogo latente, esperando o dia de explodir.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
O temporal que cai...
Aqui estou: nua, na chuva, entre medos. Medo... isso que me acompanha e acolhe! Como que fossem braços seus... Mas saudade eu não tenho. Tenho só medo, medo doido esse de estar sem você! Mas, estava dizendo: estou nua na chuva... livre. E sem você, que saudade de você! E então, de que adianta ser livre? Minha liberdade é, então, só fachada, é hipocrisia de ser livre. Por que? Porque - simples assim - me vejo presa na chuva como fosse donzela indefesa esperando você. E por que essa chuva não pára? Nunca... nunca pára, sempre está onde estou: nua, na chuva, entre medos... como fosse donzela indefesa. Mas isso já disse. E nem Deus escutou. E nem a chuva parou. Ela cai e cai e cai em cima de mim... dentro de mim também chove. E tenho frio e medo, tanto medo do eu sem seu amor. Pra quê liberdade? Só tenho medos. Medos tantos quanto fossem possíveis de existir... acho que quero desexistir. Aqui, nua, na chuva.
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lindo!
ResponderExcluirmas eu já te disse isso... :P
a leitura flui, mto bom!
não fique com medo, é apenas uma chuva e está nua.
ResponderExcluirps. muito bom.