sábado, 10 de agosto de 2013

Sem mais.

Você é tão rara
E tem gosto
E atravessa feito onda
Me afoga

Que nem seu sorriso evidente
Que me lembra coisas felizes
Não para
Fora de ordem

Eu só queria seu cheiro de asfalto
Se derramando quente
Quero andar na vida namorando você

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Clara.


Vem, Clara, meu bem
Querendo ser
Qualquer céu azul

Tão azul, a Clara
Clara, meu céu
Tão bela
Tão ela, e tão eu
Sou dela, marinheiro
A navegar no mar
Tão claro
Que Clara clareia

Clara, esteja
Em qualquer lugar, te sigo

Clara:
Tudo quanto há...
É inútil querer dar-te outro efeito.

p.s. Clara vem vindo e o mundo ficando melhor

domingo, 27 de maio de 2012

Sou.

Nada é como é
na verdade

Somos o que os outros vêem
Somos o que os outros querem
Somos o que os outros são

Foda-se.

Eu só queria andar
pra outra dimensão...

Que tudo fosse como é:

Vou ser a minha invenção.

Não era.

Não era mais pra te ter

Não era nem pra te ver
virar sombra e
passar

Não era nunca mais

Não era pra imaginar
e querer
sempre mais

E é.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Noite número 2

É sonho
Foi sonho

Amanhecer é como
o amor que vai,
amor que se foi

Amor,
vem.

domingo, 10 de julho de 2011

Suicídio.

Essa falta de ar que dura, me come lentamente, roendo e carcomendo meus órgãos, apodrecendo meu corpo aos poucos, como vermes – o verme sou eu?

É como me jogar de um abismo sem fim, e sem nem ao menos a gravidade pra me levar logo ao chão – só caio flutuando. Porque percebo que o abismo nunca chega ao chão, é só um profundo e eterno vazio, e estou nele – o vazio sou eu?

Antes de conhecê-lo, eu era feliz? Não, não era. E depois de tê-lo... Como poderia?

Mas era tudo ilusão.

Agora eu sei, eu sei e ainda preciso entender: não amo ninguém porque sou infeliz. Porque desse jeito, o único sentimento que toma conta do meu ser é a vontade de parar de existir. Para que a dor pare.

É difícil admitir que não sou feliz e não tenho amor. Mas agora é preciso. E ainda me resta alguma força para tentar me entender. Agora tenho até dores de cabeça, é que estou perdendo a força. Nem sei há quanto tempo não tenho forças nem para sorrir com sinceridade.

Preciso parar de pensar nisso ou vou enlouquecer de vez. Mas não posso: agora o pensamento não me deixa dormir. É difícil não dar importância a ele.

Minha fraqueza vem e diz que é para eu me perder de novo, que é mais fácil deixar tudo como está. Sim, é mais fácil. Tenho vontade de relaxar o corpo e me livrar dessa angústia.

Mas não: na verdade, não é mais fácil fingir.

Eu preciso sumir. Porque ser um fantasma nesse mundo já não me basta.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Noite.

E quando a lua chega
é que vou ao céu
E me entrego em silêncio
ao silêncio da noite...

Te busco entre estrelas
que brilham, brilham e ofuscam
minha visão que te perde
e te pede,
te pede mais perto

Te acha e explode.