-"e o nosso amor se declara muito maior e não pára em nós"
A bem da verdade, devo dizer que cada dia que chega, trazendo consigo o mundo real e levando embora meus sonhos irreais, me tira mais um taco de sabedoria. Era mais sábia quando criança. Talvez até o fosse mais quando ainda era um feto enroscado dentro do útero de minha mãe. Pelo menos mais livre eu era. Mais serena e mais feliz. Hoje não sinto o mundo e, mais mal, penso muito sobre ele. Todos os dias me bombardeiam com informações, filosofias e impressões mentais sobre o mundo. Tudo o que quase sempre me é inútil, ou me faz ver que o inútil sou eu e somos todos nós. Sei que falta pouco para que eu exploda.
Mas meu cérebro não é eu, sou mais que ele. Tento e não consigo, porém, mostrar a mim mesma minha essência. E ela vai se esvaindo, esvaindo, e se perdendo no labirinto confuso e truncado dos meus pensamentos. Ela não encontra o caminho que leva ao ponto de encontro com o profundo da minha mente (aquela parte dela que já existia antes de se encontrar com as outras mentes do mundo), e eu fico assim, separada em dois, e esquecida da segunda metade de mim (minha alma).
Enquanto isso chove, e eu não sinto a água. Apenas observo de longe cada gota que cai, como se a chuva estivesse dentro de uma televisão muda, instigando a meus ouvidos que a ouçam, a minha pele que se molhe e a meu sangue que se resfrie. Então me vejo presa do lado de fora dessa televisão. Tento aumentar o volume, ou mudar de canal, o controle remoto não funciona. Tento entrar nessa tv pra ver se me lembro do que é sentir a chuva e a tela me impede. Por agora, ainda vejo essa chuva e ainda não poderei senti-la.
É por isso que hoje sou a fé e a esperança de que um dia esse mundo me deixe viver do abandono da razão e ser só sensação. E de que eu possa deixar no ontem e dentro de uma televisão apagada a angústia, a frieza e a pequeneza desse eu de hoje. Acredito em um eu melhor e em um cada um de nós melhor. Podem dizer que é utopia, ou o que quer que pensem ser, mas quando esse dia chegar, e surgir um mundo novo, nosso de verdade, baterá à porta de cada um que se recuse a ver e gritar a sua própria verdade um vento louco de justiça e solidariedade, e esses, então, também entenderão o que são. Surgirão outros, da mesma forma, novos elos de uma corrente de bondade.
Ela não será fraca.
A bem da verdade, devo dizer que cada dia que chega, trazendo consigo o mundo real e levando embora meus sonhos irreais, me tira mais um taco de sabedoria. Era mais sábia quando criança. Talvez até o fosse mais quando ainda era um feto enroscado dentro do útero de minha mãe. Pelo menos mais livre eu era. Mais serena e mais feliz. Hoje não sinto o mundo e, mais mal, penso muito sobre ele. Todos os dias me bombardeiam com informações, filosofias e impressões mentais sobre o mundo. Tudo o que quase sempre me é inútil, ou me faz ver que o inútil sou eu e somos todos nós. Sei que falta pouco para que eu exploda.
Mas meu cérebro não é eu, sou mais que ele. Tento e não consigo, porém, mostrar a mim mesma minha essência. E ela vai se esvaindo, esvaindo, e se perdendo no labirinto confuso e truncado dos meus pensamentos. Ela não encontra o caminho que leva ao ponto de encontro com o profundo da minha mente (aquela parte dela que já existia antes de se encontrar com as outras mentes do mundo), e eu fico assim, separada em dois, e esquecida da segunda metade de mim (minha alma).
Enquanto isso chove, e eu não sinto a água. Apenas observo de longe cada gota que cai, como se a chuva estivesse dentro de uma televisão muda, instigando a meus ouvidos que a ouçam, a minha pele que se molhe e a meu sangue que se resfrie. Então me vejo presa do lado de fora dessa televisão. Tento aumentar o volume, ou mudar de canal, o controle remoto não funciona. Tento entrar nessa tv pra ver se me lembro do que é sentir a chuva e a tela me impede. Por agora, ainda vejo essa chuva e ainda não poderei senti-la.
É por isso que hoje sou a fé e a esperança de que um dia esse mundo me deixe viver do abandono da razão e ser só sensação. E de que eu possa deixar no ontem e dentro de uma televisão apagada a angústia, a frieza e a pequeneza desse eu de hoje. Acredito em um eu melhor e em um cada um de nós melhor. Podem dizer que é utopia, ou o que quer que pensem ser, mas quando esse dia chegar, e surgir um mundo novo, nosso de verdade, baterá à porta de cada um que se recuse a ver e gritar a sua própria verdade um vento louco de justiça e solidariedade, e esses, então, também entenderão o que são. Surgirão outros, da mesma forma, novos elos de uma corrente de bondade.
Ela não será fraca.
nooossa! perfeito!
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